segunda-feira, junho 18

Triste contigo!

Estou triste contigo! Muito triste...
És tão insensivel a coisas tão importantes. Na verdade, às mais importantes.
Não pretendo com isto martirizar-te, apenas relembrar-te que nada é certo na nossa vida. Aquilo que temos hoje podemos não ter amanhã e é algo dificil de interiorizar quando a culpa é apenas nossa.
Aceito-te como és e não o digo de ânimo leve. Conheço-te e compreendo-te, mas se o teu "eu", de alguma forma, interferir com o nosso "nós", não esperes de mim a mesma compreensão e aceitação. E espero que faças o mesmo por mim.
Não contes com as tuas palavras e o teu carinho como tábua de salvação. Não te ponhas à frente de quem mais amas e nunca, nunca o faças com pessoas que não te amam como nós amamos.
Não arrisques muitas vezes o que tens Nelson. Se o perderes podes nunca mais o recuperar. E perdemos muitas vezes o que temos sem sequer nos darmos conta.


Amo-te

Ana

segunda-feira, junho 4



Help Me!!

Eu...

Eu sou a que no mundo anda perdida,
Eu sou a que na vida não tem norte,
Sou a irmã do Sonho, e desta sorte
Sou a crucificada... a dolorida...
Sombra de névoa tênue e esvaecida,
E que o destino amargo, triste e forte,
Impele brutalmente para a morte!
Alma de luto sempre incompreendida!...
Sou aquela que passa e ninguém vê...
Sou a que chamam triste sem o ser...
Sou a que chora sem saber por quê...
Sou talvez a visão que Alguém sonhou,
Alguém que veio ao mundo pra me ver,
E que nunca na vida me encontrou!

sexta-feira, junho 1

Estou em silêncio para comigo!

Digo o nada com o nada falando, murmúrios de silêncio ecoam no espaço, onde a ausência de oxigénio os não propaga e apaga.

Não me ouço quando não falo nem me importo por não falar.

Ou importo?

Também não me sei escutar quando nem penso em não falar.
Sinto-me surdo, mudo, autista...
artista de ecos inexistentes nunca presentes na pauta dos sons.

Deixo vaguear os tons pela chama do ausente, sinto-me mudo, calado, flagelado pelos sons do nada.

Passeio no purgatório com alma penada, pesada como a mudez a que me obrigo.

Estou em silêncio para comigo!